Qual a relação entre educação e felicidade?

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Marco Aurélio em Qui Abr 13, 2017 7:10 pm

Wilson Wagner escreveu:Acredito muito que dependo do ponto de vista de cada um. Um sujeito que vê na educação ou no ensino o prazer do aprendizado, este prazer estará diretamente ligado á felicidade, uma vez que acredito haver esta relação entre ambos os sentimentos, ao passo que se este mesmo sujeito não consegue sentir o prazer no aprendizado, no ensino de modo geral a educação adquirida não estará associada ao prazer e com isso a sensação de infelicidade por estar fazendo algo contra a sua vontade. Não consigo perceber a possibilidade de uma relação entre educação e felicidade para este individuo uma vez que a felicidade é algo muito subjetivo e por isso varia de sujeito para sujeito. A educação é parte fundamental na formação do sujeito e a felicidade é consequência de vários fatores e acontecimentos na vida deste mesmo individuo.

É possível alguém que não queira aprender? Ou esse problema está em outro lugar?

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Roberto Beaklini em Qui Abr 13, 2017 7:11 pm

Cada vez mais acho que o conhecimento e a crítica que a educação estimula é um motivo pela falta da felicidade. Quanto mais se conhece mais temos angústia de como os acontecimentos podem impactar a vida. Por exemplo, quanto mais conhecemos de saúde mais temos uma visão pessimista em relação a algumas doenças. A ignorância é uma benção.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por leuzinho56 em Qui Abr 13, 2017 7:33 pm

Olá Galera, Sou Leandro Pedro

Interessante ver tantas percepções sobre Felicidade e Educação.
Vou trazer aqui o resposta de DeboraAzevedo que vai dizer que educação nos tempos atuais é memorização.
Em parte não discordo disso. Acho que ainda temos muitas escolas com professores e alunos tristes, estudei em algumas escolas onde minha o principal motivo de ir era ter que sair de lá.  E estudei em instituições onde eu iria por puro prazer.
Pergunto, pq as crianças vão para instituições como ONGs com tanto prazer e vão para a escola completamente aflitas, chateadas, mal humoradas e outros adjetivos afins?
Esta relação de felicidade e escola não deveria ser uma problematização tão grande, a verdade é que a escola não é um lugar de prazer. E o que é preciso para transformar este ambiente em um lugar de prazer? A resposta eu também não sei. Tenho algumas suposições, dentre elas que precisamos aprender com estes espaços onde as crianças vão por livre e espontânea vontade.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Marco Aurélio em Qui Abr 13, 2017 7:41 pm

Elas vão contentes para a pré-escola e passam a odiar a escola a partir do fundamental...

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Luiz Alberto em Qui Abr 13, 2017 7:53 pm

Porque de certa forma na pré escola, ainda podem exercitar o seu pensamento crítico cm suas ideias. Depois disso o ensino de torna massante e baseado em "decorebas". No meu momento de ensino fundamental lembro que a felicidade​ era na aula de educação física, onde todos faziam as atividades de maneira livre, uns futebol, outros vôlei e até uns que não faziam nada. Mas estavam felizes, lembro de seus comentários de como adoravam essa aula.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Talita Soares em Qui Abr 13, 2017 7:56 pm

Não dá para dizer que a escola forma pessoas felizes, mas será que ela ativamente forma pessoas mais infelizes? De maneira geral, a felicidade/infelicidade que eu vejo atribuída à escola me parece uma extensão do que acontece na sociedade em geral: quem consegue se "ajustar" pode até se sentir feliz, mas por ser um sistema onde a desigualdade e a competição estão inerentes, muitos se sentem infelizes. Debatida ou não, a noção de felicidade como resultado do sucesso é bem difundida. A escola, muitas vezes, é vista como uma porta para o sucesso - quem for bom aluno passará para uma boa faculdade e portanto conseguirá um bom emprego e portanto será capaz de suprir muitas das suas necessidades. Terá acesso a boa moradia, segurança, cultura e prestígio social. E o que acontece com quem for mau aluno? Viverá precariamente. Isso deve ser normalizado, aceito?

A. S. Neill, fundador da escola Summerhill, na Inglaterra, disse que preferia que seus alunos se tornassem garis felizes do que primeiros-ministros infelizes. Summerhill chegou a formar alunos analfabetos, que não assistiram uma aula sequer durante toda sua estadia na escola, mas que aproveitaram muito, por exemplo, as oficinas disponíveis, e se formaram excelentes mecânicos de automóveis, porque era aquela sua verdadeira paixão. É importante considerar que isso acontece na realidade inglesa, que comparada ao Brasil é uma sociedade muito mais igual, em que a maioria dos cidadãos têm seus direitos básicos garantidos. Aqui, o discurso de se "fazer o que ama" quando o salário médio de tantas profissões leva a uma situação de inevitável precariedade se torna mais complexo.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Talita Soares em Qui Abr 13, 2017 8:01 pm

leuzinho56 escreveu:
Esta relação de felicidade e escola não deveria ser uma problematização tão grande, a verdade é que a escola não é um lugar de prazer. E o que é preciso para transformar este ambiente em um lugar de prazer? A resposta eu também não sei. Tenho algumas suposições, dentre elas que precisamos aprender com estes espaços onde as crianças vão por livre e espontânea vontade.

Você diz que é preciso tornar a escola um lugar de prazer onde as crianças vão por livre e espontânea vontade. Ao mesmo tempo, ir para a escola atualmente é obrigatório por lei no Brasil. Dá pra qualquer lugar ser um lugar onde 100% das crianças brasileiras sentem prazer e vão por livre e espontânea vontade?

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Silvânia Roncato em Qui Abr 13, 2017 8:05 pm

Ao meu ver, a educação é a felicidade andam de braços dados, uma levando a outra um círculo sem fim de novidades, estímulos prazeres e crescimento.
Quanto mais se investe na educação, mais se concretiza e solidifica a felicidade, através de motivação ao autoconhecimento e busca de novos saberes, fazendo assim um crescimento continuo do universo cultural do indivíduo, preparando-o para o futuro e estimulando a sonhar e crescer em busca de suas realizações. Para que isso possa acontecer, temos fatores preponderantes que vão auxiliar nessa construção, dos quais eu considero como primordial é o papel do professor, sendo a pessoa que irá identificar as necessidades, estimular o aluno ao novo e facilitar suas conquistas, agindo de forma a motivar seu caminho até a sua realização.

“ Sentir-se bem com os professores, atividades e ambiente escolar é o passo mais importante para que os estudantes desenvolvam plenamente sua capacidade. E não se trata apenas de garantir a diversão dos pequenos, mas de despertar a curiosidade, motivar a busca pelo conhecimento e cuidar para que os alunos vejam na escola um ambiente de encanto e possibilidades. ” (Terezinha Faria)

Nessa linha de pensamento, uma aula bem planejada com atividades bem elaboradas, em um ambiente escolar saudável, com acolhida e afetividade, fazendo o aluno se sentir seguro, fortalecendo seu laço com a escola, irá auxiliar nessa construção, consolidando seu sentimento de força interna e dando a ele a liberdade que só o conhecimento pode trazer, e com isso a felicidade.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Felipe Mignon em Qui Abr 13, 2017 8:08 pm

Não posso afirmar que exista essa relação entre Educação e a Felicidade, pois de fato a educação exerce um grande papel na construção do indivíduo, mas, quando falamos de Educação é importante fazer a pergunta, de que tipo de Educação estamos falando? De uma educação preocupada com as individualidades pessoais que seja mais ligada as questões familiares, que dê uma liberdade de desenvolvimento para criança em um ambiente que seja no mínimo pensado e projetado para as atividades Educacionais? Provavelmente não, logo, temos esse modelo de educação praticada nos dias atuais, que não esta preocupada com a construção do sujeito social e sim com o sujeito trabalhador pagador de imposto. Então, para responder essa pergunta... primeiro temos que pensar em um tipo de Educação em que nos permita atingir esse ápice de consciência social, que desperte o que há de melhor em todos nós. Não uma educação que venha formata, com suas palestras repletas de exemplos de sucesso se esquecendo dos exemplos de fracasso em as vezes nos ensinam bem mais. A relação entre a Educação e a Felicidade é muito tênue, muitas pessoas quando pensam na Escola não se sentem tão felizes, como por exemplo os jovens delinquentes expulsos da escola que sofreram com a socialização incompleta. O papo é muito louco, to gostando muito principalmente das respostas dos amigos, abraços e continua...

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por leuzinho56 em Qui Abr 13, 2017 8:14 pm

Talita Soares escreveu:
leuzinho56 escreveu:
Esta relação de felicidade e escola não deveria ser uma problematização tão grande, a verdade é que a escola não é um lugar de prazer. E o que é preciso para transformar este ambiente em um lugar de prazer? A resposta eu também não sei. Tenho algumas suposições, dentre elas que precisamos aprender com estes espaços onde as crianças vão por livre e espontânea vontade.

Você diz que é preciso tornar a escola um lugar de prazer onde as crianças vão por livre e espontânea vontade. Ao mesmo tempo, ir para a escola atualmente é obrigatório por lei no Brasil. Dá pra qualquer lugar ser um lugar onde 100% das crianças brasileiras sentem prazer e vão por livre e espontânea vontade?

Não acredito que um lugar possa ser 100% prazeroso, nossas casa não são, tem dias que queremos fugir delas. Imagina uma instituição. Apesar disso o lar é sempre um lugar de acolhimento, um lugar que é o nosso lugar de conforto ( se não é, ao menos deveria ser e por isso chamamos de lar), o que digo é que deveríamos aprender mais com outras instituições. Hoje temos algumas escolas e algumas pedagogias que tornam este espaço mais afetivo. Eu tive a oportunidade de no ensino médio, estudar em uma escola que eu gostava de ir, enquanto no ensino fundamental e primário eu odiava frequentar aquele espaço

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Wolf Giuliano em Qui Abr 13, 2017 8:17 pm

Há algum tempo eu discorro sobre o assunto argumentando que a educação que nos é fornecida nas escolas visa apenas a sobrevivencia no campo profissional e financeirol, ela nem chega perto do campo sociofamiliar, socioafetivo, sexoafetivo e o subjetivo.
Nem todos querem uma carreira internacional, nem todos querem ter que dar o sangue e a paz de espirito para obter o cargo dos sonhos se quando este for atingido se tornar um pesadelo. Todos que buscam as carreiras as buscam como canal de se atingir algo mais profundo: a satisfação consigo mesmo(a), ou seja a felicidade.
Eu diria que nem mesmo as carreiras são postas como alvo da felicidade, pois nelas estão subentendidas relacionamentos que podem ser muito prazerosos, experiencias engrandecedoras e oportunidades de auto reflexão e auto analise, conforme sugeridas por epicuro. Mas o que vem sido imposto pelo sistema capitalista predatorio, instalado através de seu braço educacional: A SALA DE AULA. È que o que importa são GRANA e OBJETOS.
Grana pode pagar uma viagem maravilhosa para um lugar delicioso e me fazer ter uma experiencia esplendida que vou carregar por toda minha vida, mas a grana parada é apenas papel.
Objetos (como um carro caro) podem me levar ao aeroporto para buscar minha noiva ou meus sobrinhos para um almoço delicioso, mas se o carro nunca for usado ele é apenas um monte de lata e não traz nenhum significado, mas os relacionamentos e os contatos que ele pode me proporcionar sim.
Muitos tem muita grana, carros luxuosos, poder politico e altos cargos, mas só arrastam amarguras para onde quer que vão, porque nunca houve em suas vidas um programa na sala de aula que induza a reflexão dos valores agregados além da esfera material e financeira. Diversos homens e mulheres muito poderosos e influentes matam-se todos os dias quando tudo o que gostariam era de uma oportunidade de sentirem-se bem por serem apenas o que são e não o que têm.
Tem que se instalar sim, uma formação filosófica que induza o sujeito, as crianças a construir, reconstruir, desconstruir e revogar valores. E o valor básico é: Sou feliz por ser o que sou ou apenas o que tenho?
Muitos prazeres são obtidos de forma gratuita todos os dias, mas eu encorajo fortemente aos alunos pobres e carentes que lutem, corram atrás e não abram mão de serem mais do que estão.
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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por jeferson em Qui Abr 13, 2017 8:23 pm

Ao pensar na relação Educação e Felicidade precisamos analisar duas vertentes de pensamento:
- Educar com um ambiente agradável, exercendo práticas pedagógicas adequadas e estimulantes, com um profissional capacitado; tudo isso objetivando o aprendizado com um requinte de felicidade. Pois esse será o fator preponderante para que o discente desperte interesse na aprendizagem.

- Educar pra Ser Feliz: esse será o principal objetivo que deverá reger a docência. Observe à nós mesmos, é sofrível fazer algo que nos desagrada. A educação fornecida nesse momento presente deve visar promover uma gama de conhecimentos, sejam eles técnicos ou não, que formem cidadãos capazes de viver em sociedade e produzirem benécias para sua comunidade e para si.

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Transformando sonhos em realidade

Mensagem por Eraldo Martins Faria em Qui Abr 13, 2017 8:28 pm

A educação tem o poder transformador na vida do indivíduo, e quanto mais conhecimento é adquirido torna uma se humano com mais condições de transformar o mundo ao seu redor. A educação nas instituições de ensino e uma extensão do seio familiar, ou seja, não podemos separar a integração da família com à escola. E pensando em uma transformação podemos associar o querer saber em poder ser, ser o que tanto sonha! Pois não existem nada melhor que transformar sonhos em realidade, na minha concepção não existe meta, foco e determinação se não houver um sonho antes. E a principal relação que consigo fazer entre a educação e felicidade é transformar sonhos em realidade.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Eraldo Martins Faria em Qui Abr 13, 2017 8:43 pm

jeferson escreveu:Ao pensar na relação  Educação e Felicidade precisamos analisar duas vertentes de pensamento:
- Educar com um ambiente agradável, exercendo práticas pedagógicas adequadas e estimulantes, com um profissional capacitado; tudo isso objetivando o aprendizado com um requinte de felicidade. Pois esse será o fator preponderante para que o discente desperte interesse na aprendizagem.

- Educar pra Ser Feliz: esse será o principal objetivo que deverá reger a docência. Observe à nós mesmos, é sofrível fazer algo que nos desagrada. A educação fornecida nesse momento presente deve visar promover uma gama de conhecimentos, sejam eles técnicos ou não, que formem cidadãos capazes de viver em sociedade e produzirem benécias para sua comunidade e para si.

Pensado no que você disse, sim o aluno que faz a sua escola, mas também acho que o professor tem o papel fundamental da vida educacional de um indivíduo! Pode transformar a aula em momentos agradáveis e inesquecíveis!

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Maris em Qui Abr 13, 2017 8:44 pm

A educação é um fazer humano, a relação do homem no mundo e com um mundo, está além da escola e das relações entre professor e aluno. Desenvolver a educação de forma orgânica e respeitando as diferenças entre os indivíduos, nos capacita na construção  e transformação do universo que estamos e a integração com esse universo e um fator de felicidade. "nenhum homem e uma ilha" John Donne

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Marco Aurélio em Qui Abr 13, 2017 8:48 pm

Talita Soares escreveu:
leuzinho56 escreveu:
Esta relação de felicidade e escola não deveria ser uma problematização tão grande, a verdade é que a escola não é um lugar de prazer. E o que é preciso para transformar este ambiente em um lugar de prazer? A resposta eu também não sei. Tenho algumas suposições, dentre elas que precisamos aprender com estes espaços onde as crianças vão por livre e espontânea vontade.

Você diz que é preciso tornar a escola um lugar de prazer onde as crianças vão por livre e espontânea vontade. Ao mesmo tempo, ir para a escola atualmente é obrigatório por lei no Brasil. Dá pra qualquer lugar ser um lugar onde 100% das crianças brasileiras sentem prazer e vão por livre e espontânea vontade?

O sentido da obrigatoriedade da escola é diverso desse, Talita. Não foi inventado com a intenção de obrigar as crianças, mas obrigar os pais. Hoje, também se obriga o Estado.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Vitória Rosa em Qui Abr 13, 2017 8:58 pm

Felicidade na educação é quando você consegue adquirir conhecimento fazendo relação com a prática no cotidiano, trazendo a partir dai qualidade de vida. No momento em que você consegue através do conhecimento obtido, transformar e transforma-se.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por leandro santos em Qui Abr 13, 2017 9:09 pm

Capítulo 1
Não há docência sem discência

Devo deixar claro que, embora seja meu interesse central considerar neste texto saberes
que me parecem indispensáveis à prática docente de educadoras ou educadores críticos,
progressistas, alguns deles são igualmente necessários a educadores conservadores. São
saberes demandados pela prática educativa em si mesma, qualquer que seja a opção
política do educador ou educadora.
Na continuidade da leitura vai cabendo ao leitor ou leitora o exercício de perceber se
este ou aquele saber referido corresponde à natureza da prática progressista ou
conservadora ou se, pelo contrário, é exigência da prática educativa mesma
independentemente de sua cor política ou ideológica. Por outro lado, devo sublinhar
que, de forma não-sistemática, tenho me referido a alguns desses saberes em trabalhos
anteriores. Estou convencido, porém, é legítimo acrescentar, da importância de uma
reflexão como esta quando penso a formação docente e a prática educativo-crítica.
O ato de cozinhar, por exemplo, supõe alguns saberes concernentes ao uso do fogão,
como acendê-lo, como equilibra par mais, para menos, a chama, como lidar com certos
riscos mesmo remotos de incêndio, como harmonizar os diferentes temperos numa
síntese gostosa e atraente. A prática de cozinhar vai preparando o novato, ratificando
alguns daqueles saberes, retificando outros, e vai possibilitando que ele vire cozinheiro.
A prática de velejar coloca a necessidade de saberes fundantes como o do domínio do
barco, das partes que compõem e da função de cada uma delas, como o conhecimento
dos ventos, de sua força, de sua direção, os ventos e as velas, a posição das velas, o
papel do motor e da combinação entre motor e velas. Na prática de velejar se
confirmam, se modificam ou se ampliam esses saberes.
A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a
qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo.
O que me interessa agora, repito, é alinhar e discutir alguns saberes fundamentais à
prática educativo-crítica ou progressista e que, por isso mesmo, devem ser conteúdos
obrigatórios à organização programática da formação docente. Conteúdos cuja
compreensão, tão clara e tão lúcida quanto possível, deve ser elaborada na prática
formadora. É preciso, sobretudo, e aí já vai um destes saberes indispensáveis, que o
formando, desde o principio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se com
sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é
transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua
construção.
Se, na experiência de minha formação, que deve ser permanente, começo por aceitar
que o formador é o sujeito em relação a quem me considero o objeto por ele formado,
me considero como um paciente que recebe os conhecimentos-conteúdos-acumulados
pelo sujeito que sabe e a são a mim transferidos. Nesta forma de compreender e de viver
o processo formador, eu, objeto agora, terei a possibilidade, amanhã, de me tornar o
falso sujeito da "formação" do futuro objeto de meu ato formador. É preciso que, pelo
contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora
diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado formase
e forma ao ser formado. É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos,
conteúdos nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um
corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam e
seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de
objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao
aprender. Quem ensina ensina alguma coisa a alguém. Por isso é que, do ponto de vista
gramatical, o verbo ensinar é um verbo transitivo-relativo. Verbo que pede um objeto
direto - alguma coisa - e um objeto indireto - a alguém. Do ponto de vista democrático
em que me situo, mas também do ponto de vista da radicalidade metafísica em que me
coloco e de que decorre minha compreensão do homem e da mulher como seres
históricos e inacabados e sobre que se funda a minha inteligência do processo de
conhecer, ensinar é algo mais que um verbo transitivo-relativo. Ensinar inexiste sem
aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e
homens descobriram que era possível ensinar. Foi assim, socialmente aprendendo, que
ao longo dos tempos mulheres e homens perceberam que era possível - depois, preciso -
trabalhar maneiras, caminhos, métodos de ensinar. Aprender precedeu ensinar ou, em
outras palavras, ensinar se diluía na experiência realmente fundante de aprender. Não
temo dizer que inexiste validade do ensino de que não resulta um aprendizado em que o
aprendiz não se tornou capaz de recriar ou de refazer o ensinado, em que o ensinado que
não foi apreendido não pode realmente aprendido pelo aprendiz.
Paulo Freire
São Paulo - Setembro de 1996, Páginas; 21, 22, 23 e 24

O papel não é somente da escola na construção da felicidade. parte importante deve ser considerada no contexto social onde o educando se encontra, e quais são suas formas de relação com seus parentes. A escola não é sujeito da autonomia de felicidade do indivíduo, mas sim, participa deste papel com intuito de despertar no aluno À sua mente critica, e sua ética - humana e não a ética do mercado. A felicidade de cada indivíduo se faz por ele mesmo e, o acompanhamento deve ser se possível, de orientação, levando em conta o contexto - histórico - humano de cada um.
No que se refere ao estado atual das escolas, essa felicidade está automatizada por intuitos idealistas do mercado. O papel do educador  neste contexto contemporâneo é buscar a humanização do ser, e trabalhar suas perspectivas de felicidade no meio social, levando para uma mente crítica (crítica em não se alienar com a primeira impressão e buscar o conhecimento dos objetos). O modelo opressor que muitos vivenciam na escola é que desestimula sua busca à escola, por esse motivo, devemos como educadores sermos progressistas, ir buscar cada vez mais despertar o saber de cada aluno como ser, e por assim, ele ir ao encontro como sujeito de sua felicidade.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Silvânia Roncato em Qui Abr 13, 2017 9:11 pm

Marco Aurélio escreveu:
Talita Soares escreveu:
leuzinho56 escreveu:
Esta relação de felicidade e escola não deveria ser uma problematização tão grande, a verdade é que a escola não é um lugar de prazer. E o que é preciso para transformar este ambiente em um lugar de prazer? A resposta eu também não sei. Tenho algumas suposições, dentre elas que precisamos aprender com estes espaços onde as crianças vão por livre e espontânea vontade.

Você diz que é preciso tornar a escola um lugar de prazer onde as crianças vão por livre e espontânea vontade. Ao mesmo tempo, ir para a escola atualmente é obrigatório por lei no Brasil. Dá pra qualquer lugar ser um lugar onde 100% das crianças brasileiras sentem prazer e vão por livre e espontânea vontade?

O sentido da obrigatoriedade da escola é diverso desse, Talita. Não foi inventado com a intenção de obrigar as crianças, mas obrigar os pais. Hoje, também se obriga o Estado.

Acredito que se pudéssemos trabalhar com todas as ferramentas disponíveis, porém que ainda se encontram fora de nossa realidade educacional, teríamos como motivar essas crianças a participarem com mais afinco e sem qualquer sentimento de obrigação e sim prazer, buscando o real sentido na construção de um conhecimento. Aposto em escolas sem muros, limites físicos, currículos fechados e horizontes pré determinados, com união de toda a sociedade e participação integral de todos, sem qualquer segregação e limites sociais. Precisamos ficar antenados na contramão em que nossa educação se encontra, afinal muito se trabalhou nessa construção para se perder pela simples e medíocre vontade politica que visa apenas manter o povo no conhecimento básico sem construção de um senso critico e libertador. Precisamos defender nossa educação e lutar por um caminho crescimento cultural e liberdade de expressão.


Última edição por Silvânia Roncato em Qui Abr 13, 2017 9:26 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por franklimsousa em Qui Abr 13, 2017 9:20 pm

Vou citar a fala de educador brasileiro, Rubens Alves, em uma entrevista para o programa "Provocações". Ele diz׃“ metáforas vale mais do que todas as explicações” e continua “Para se entender a inteligência, há de se entender como se funciona o pênis. O pênis é um órgão flácido, deprimido, tá sempre olhando para o chão, querendo fazer nada... Mas quando provocado sofre transformações hidráulicas extraordinárias, assume a forma de um foguete intercontinental, dispara como fogos de artifícios e é capaz de criar belezas e... Criar prazer. A inteligência é um órgão flácido, preguiçoso e não se quer fazer nada, mas se provocado... Ah! é essa provocação que é o inicio da educação. O professor deve se deixar se provocar com as perguntas das crianças, pois elas estão com a inteligência sempre para cima.”

A partir desta provocação, nós educadores, devemos considerar a realidade dos discentes e assim, desenvolver as competências necessária a estes sujeitos para que, enquanto histórico, sejam capazes de transformar a si mesmo como o meio em que vivem superando o senso comum que se deparam durante a fase de crescimento. Mas, para isso a instituição escola, também precisa superar o “senso comum” dos seus currículos que aprisionam o processo que é natural nas crianças e a escolarização parece “destruir” o encantamento pelas coisas ao passo dos anos.

A educação, ou melhor, a pedagogia, não é uma receita para o processo de educar, mas como ciência traz métodos onde o professor precisa ter domínio sobre aquilo que ensina e como aplicar o conhecimento. Por isso, este profissional precisa ser pesquisador e, assim realizar uma reflexão crítica sobre a prática como nos coloca Paulo Freire׃ “a prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer.”(p.38).
Nesta perspectiva, a escola pode desenvolver rodas de debate com a equipe escolar e comunidade local através do Conselho Escolar que é um colegiado formado pela direção, docentes, não-docentes, alunos, responsáveis de alunos e associação de moradores. Juntos (re) pensam o Projeto Político-Pedagógico da Unidade e planejam o gasto da verba do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), trazendo, assim, uma atitude reflexiva sobre eixos importantes para a formação cidadã tais como, a política, a cidadania, a educação, entre outras dimensões, cultivando a gestão democrática e auxiliando a tomada de decisão no território em que vive. O que proporciona a desconstrução do senso comum para uma mudança de paradigma que afligirá os campos educacionais, sociais, econômicos e políticos estimulando a conscientização daqueles que participam. Mas, os desafios estão nesta transição entre o senso comum e o pensamento crítico que se “esbarram” na formação de professores e sua continuidade, nas aulas expositivas e “bancária”, na comunidade local que não participa dos trabalhos escolares, entre outros fatores, e sob a visão de uma cultura dominante, que através do poder que possuem, “vendem” a ideia de que todos possuem as mesmas condições (meritocracia) e desta, mantém o poder sobre as classes.
Desta maneira, perceber-se que o professor tem que manter o papel social da escola através de uma prática reflexivamente crítica sobre sua realidade mediando o “seu fazer” e o “como fazer” para que o aluno seja provocado e estimulado a superar as “sombras” que o senso comum pode proporcionar quando não há reflexão. Ao mesmo, tempo, os educadores precisam ser questionadores quanto aos projetos que partem dos sistemas educacionais e se tornarem críticos para que não fiquem aprisionados nas “amarras” das grades curriculares e de suas normatizações. Portanto, para que a escola auxilie na superação do senso comum é preciso que a Unidade escolar “provoque” os seus alunos, seus profissionais de educação, a comunidade local, para assim, estarem aberta ao diálogo de uma gestão democrática, através dos conselhos escolares e para ser um local de curiosidade os professores precisam se “maravilhar” com o ato de ensinar e de acreditar que a mudança é possível, por que senão estaremos caminhando para a nossa própria destruição.

Então a relação entre Educação e felicidade está no Encantamento das perguntas que as crianças fazem (Rubens Alves) e na "Convicção de que a mudança é possível" (Paulo Freire).

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por leandro santos em Qui Abr 13, 2017 9:47 pm

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Greyce Santos em Qua Abr 19, 2017 2:15 pm

Mediante a sociedade em que a felicidade nos dias de hoje é baseada em obter, as pessoas crescem com a mentalidade de que ser feliz é apenas possível se tivermos tudo o que outras pessoas dizem que precisamos ter.
Certa vez, eu li um livro chamado "Filhos brilhantes, alunos fascinantes", e cada capítulo dele era uma história de adolescentes (estudantes da pior escola do local) que não sabiam lidar com as frustrações, com os erros e não possuíam nenhum tipo de "proteção emocional".
Me baseando no livro, vejo que a escola nos dias de hoje é exatamente assim! Não há nenhum tipo de preparo emocional e muito menos um entendimento sobre o que pode ser a felicidade (para cada indivíduo) sem que ela seja imposta por um tipo de veículo externo (TV, internet e etc).
O que o meio escolar tem a ver com isso? No meu ver, tudo. A escola possuindo o papel de construir um ser crítico e autônomo, pode contribuir para que todos possam pensar, ou repensar, o que seria seria felicidade para cada um em particular.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por AmandaDutra em Qua Abr 19, 2017 2:27 pm

A educação não deve estar fixada em formar um trabalhador, um indivíduo cujo sua felicidade estaria condicionada aos seus sucessos e aquisições momentâneos. A educação não deve estar somente focada em adquirir competências, desenvolver senso crítico, apossar-se do patrimônio científico e cultural historicamente construído pela humanidade. A felicidade é, de fato, subjetiva. Cada indivíduo a encontra em determinada "coisa". Por isso a escola não deve direcionar algum tipo de conceito de felicidade, deve estimular o aluno à buscar sua própria felicidade, com o entendimento de que esse conceito deve vir dele mesmo e não de um conceito "vendido". O pensamento predominante entende que o papel principal da educação é o de preparar bem as pessoas para o trabalho. Tudo é avaliado em termos de resultados econômicos e financeiros. Outro pensamento é que a educação tem por finalidade desenvolver o senso crítico. Porém, se esquece das pessoas concretas e dos sonhos que elas têm. Nenhuma delas revela preocupação com realização pessoal. Ao meu ver a educação tem sido conduzida no sentido do indivíduo conquistar um determinado status profissional, social e financeiro que não necessariamente representa a sua felicidade. Em um sistema social onde o poder econômico e político está interessado mais em ter um ser humano facilmente manipulável do que consciente e lúcido, cabe a educação, procurar caminhos para formar um indivíduo com uma mente livre, capaz de conduzir sua vida com sabedoria e habilidade de manifestar felicidade para si e para o seu meio. Com certeza, cada indivíduo tem suas necessidades e capacidades próprias com determinados interesses, desejos, aversões, medos e esperanças. Mas, creio que uma educação para a felicidade deveria se concentrar não em ensinar a adquirir, conquistar e possuir determinadas condições e coisas relativas que podem, momentaneamente, proporcionar alegria e felicidade, mas sim, em trazer a compreensão de como poderemos achar em nós mesmo a satisfação. Também deve nos mostrar em como nos habituamos a um determinado tipo de percepção da realidade que nos aprisiona em uma forma de ser feliz. É necessário desenvolver uma investigação que nos mostre que dificilmente encontraremos uma felicidade duradoura ao relacioná-la a certas aquisições do mundo. A partir disso, talvez, possamos começar a perceber que a felicidade não está somente nas condições que geram as experiências de sucesso na vida financeira e/ou profissional, na vida amorosa e familiar, nas instituições, nos movimentos sociais e manifestações culturais. Isto porque estas condições, afinal, são impermanentes, passíveis de mudanças e completamente incertas para nos proporcionar uma felicidade duradoura. Ao mesmo tempo, poderíamos ver que nossa mente também muda constantemente e que aquilo que nos satisfazia ontem já não nos satisfaz hoje e que amanhã isso também irá mudar. Antes de tudo deveríamos compreender como e porque criamos estas necessidades e, desta forma, aprender a nos desfazer de nossas fixações para que encontremos uma estabilidade, um equilíbrio e felicidade que não seja dependente das coisas e condições.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Isabelle Premoli em Qua Abr 19, 2017 2:37 pm

A educação tem o poder de transferir valores, costumes, conhecimentos de gerações em gerações para que os cidadãos possam ter contínuo desenvolvimento como seres humanos e viver em sociedade. Porém... A felicidade só estará relacionada com a educação a partir do momento em que essa transferência de conhecimento é feita de forma espontânea, com a real motivação de agregar a vida de quem ali está para aprender, não necessariamente atendendo a regras burocráticas, sobre por exemplo, o que uma criança de 5 anos deve ter como leitura para desenvolver seu interesse no ler e na sua capacidade de reflexão, uma vez que cada indivíduo tem sua necessidade específica de aprendizado. Concordo com o argumento apresentado pela Silvânia Roncato alguns posts acima.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

Mensagem por Clara Baptista em Qua Abr 19, 2017 2:45 pm

Historicamente a escola brasileira foi um modelo importado com objetivos muito claros, tinha a função de colonizar e catequizar. Por ser um modelo importado da Europa, pode-se dizer que veio "pré-pronto" por isso não levava em conta a questões do modo de vida ou cultura local. Nem era o interesse. O importante era converter, e para isso, negar toda a cultura e todo o ser que habitava aquele corpo para a sua transformação em um cidadão de bem e feliz.
Desde então, a escola passou e continua passando por inúmeras mudanças. Entretanto, a lógica não modificou. Tem-se o mesmo modelo de salas de aula, com carteiras enfileiradas, provas etc. A diferenças é que agora o objetivo não é a colonização, mas sim o mercado de trabalho. E ainda mais profundo, a felicidade entra no discurso atrelada ao ter.
A questão que fica na minha cabeça é: Se temos um modelo base de negação do ser para a absorção de conhecimentos e futura "formação" para o mercado, como pode o mesmo ser compatível com a felicidade interna?
Acho que essa relação de educação e felicidade é fundamental de ser pensada. Acredito que a felicidade não pode ser ensinada na escola, mas sim que um indivíduo valorizado e reconhecido tem ferramentas para ser feliz. Como a AmandaDutra comentou acima, "a escola não deve direcionar algum tipo de conceito de felicidade, deve estimular o aluno à buscar sua própria felicidade". Logo, é importante que as práticas em sala sejam de reconhecimento das histórias, vivências, curiosidades e conhecimentos dos alunos. Ninguém é um pote vazio esperando para ser preenchido. A felicidade não vem só com a formação, com um diploma, com a inserção no mercado e a compra de objetos.

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Re: Qual a relação entre educação e felicidade?

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